Texto: Ronildo Pimentel – Freelancer

Instituição está perto de completar 41 anos de fundação com mais de 30 mil adolescentes atendidos em Foz do Iguaçu
A Guarda Mirim de Foz do Iguaçu reuniu, nesta segunda-feira (25), ex-guardinhas que entraram na instituição nas décadas de 1970 e 1980. O ato marcou o início dos preparativos para comemoração dos 41 anos de fundação, que serão completados no dia 26 de julho, e também para a participação dos mesmos no desfile cívico militar do próximo dia 07 de setembro. “Foi um momento de reencontros e resgate de histórias”, destacou o presidente Hélio Cândido do Carmo.

A história da Guarda Mirim é marcada por pessoas que passaram pelo local e hoje são empresários, advogados e mestres, outros ocupam cargos de destaque em empresas públicas e privadas e várias outras profissões. A instituição começou em 1977, por obra da primeira-dama Léa leoni Vianna, preocupada com as questões sociais que surgiram com a chegada de milhares de pessoas para trabalhar na Itaipu Binacional. Desde então, aproximamente 30 mil adolescentes foram atendidos.

O ex-guardinha Joselito Assis, particiou da atividade na segunda. “Não há obstáculo que consiga impedir uma amizade verdadeira, e mesmo que os amigos não se vejam, ou falem durante anos, o sentimento está lá, no coração de cada um”, comentou.

O agente de Saúde Pública, Sebastião José de Oliveira, Cabo Oliveira, que frequentou a instituição disse de 1977 a 1982, também destacou a importância de fazer parte desta história. “Participar de um momento destes, onde se encontram amigos de adolescência e relembrar momentos vividos nesta instituição é maravilhoso”, afirmou.

Na avaliação do Cabo Oliveira, é difícil descrever a sensação de olhar e ver que quase todos são pais e avós hoje. “E ver que a Guarda Mirim continua após 40 anos de existência a atender com o mesmo carinho e determinação os adolescentes, mesmo que a forma de acolhimento seja diferente da nossa época, que tinha formação em um regime militar”.

“Neste tempo podíamos dizer que éramos felizes e que os dias de hoje, aqueles colegas de Guarda, a maioria encontra-se com bom empregose tendo colegas até aposentado”. Segundo Oliveira, isto fez e faz a diferença e mostra para os adolescentes que a Guarda Mirim tem o respeito da comunidade de Foz do Iguaçu. “Fico feliz por termos nos encontrado e mostrar a nossa cara e dizer que jamais vamos esquecer de agradecer todos e todas que por aí passou”, completou.

Felicidade
A fundadora da Guarda Mirim de Foz do Iguaçu, Léa Leone Vianna, foi convidada para o encontro, mas devido a distância e compromissos de agendas, ficou impossibilitada de participar. Ao ver as fotos que os ex-gms enviaram, não conseguiu esconder a emoção: “vocês não imaginam como me deixaram feliz! Ver meus filhos, hoje homens feitos, unidos pelo elo de amor que plantei entre vocês”, disse.

Carlos Euzebio da Silva e Aspirante Marim

“Não consegui ir mas as fotos me fizeram voltar ao passado e sentir a gratidão no presente”, destacou a eterna mãe dos guardinhas. “A amizade de vocês junto a mim foi gestada lentamente. E quando nasceu foi tratada e alimentada com muito carinho. A Guarda Mirim é a melhor realização da minha vida. Ver vocês vencendo na vida é a minha maior alegria porque eu continuo amando vocês”, completou.

O ex-diretor e coronel nos primeiros tempos da Guarda Mirim, Nilton Lafuente, também se revelou emocionado ao ver as imagens. “Os boinas pretas queridos! Emocionei-me com essas fotos, um filme de longa metragem passou pela minha cabeça”, afirmou.

E completou: “Me enverguei de um homem saudosista, para vocês também presto minha continência e agradeço a Deus sempre pela alegria e oportunidade que ele me deu de conhecer cada um de vocês, ainda, vocês todos, crianças e adolescentes, cheio de esperança e de vida, carentes de um abraço amigo. Vocês para mim sempre tiveram um valor inconteste e inatacável”.